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['http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,45236698,00.jpg']
21/01/2011 19:59
Sociedade
Oren Harman, professor da Universidade Bar Ilan, em Tel Aviv, Israel, uniu seus conhecimentos sobre história da ciência e biologia para contar a evolução dos estudos sobre altruísmo no livro The Price of altruism (O preço do altruísmo), lançado no ano passado nos Estados Unidos. "Price", do título em inglês, é também uma referência ao pesquisador George Price, um dos primeiros a tentar entender por que alguns indivíduos chegam a colocar em risco a própria vida para salvar a do próximo, um comportamento que contraria o princípio de autopreservação da teoria evolucionista proposta por Charles Darwin. Nesta entrevista, Harman define altruísmo e discute as descobertas científicas sobre um dos comportamentos humanos mais complexos: ÉPOCA – Qual a diferença entre altruísmo, generosidade e solidariedade? Oren Harman – Altruísmo, empatia, solidariedade, generosidade são todos conceitos relacionados, mas há diferenças e distinções importantes entre eles. Quando cientistas e cientistas sociais falam sobre altruísmo, geralmente estão falando de uma ação em que, para beneficiar o outro, o indivíduo arca com um custo ou prejuízo para si próprio. Embora o altruísmo tenha importância social, é muito mais uma ação pessoal, motivada por razões pessoais de diferentes tipos e voltada a alvos particulares. Solidariedade é um conceito mais social, baseado no sentimento coletivo de unidade, e não requer sacrifício pessoal. A generosidade pode ser uma forma de altruísmo, mas não precisa ser, tecnicamente falando. Todos os termos têm histórias e usos diferentes, vindos de diferentes tradições. ÉPOCA – Há tipos de altruísmo? Harman – Em meu livro, discuto dois tipos de altruísmo: o biológico e o psicológico. O biológico é baseado nas abelhas sacrificando-se pelo bem da comunidade, nas amebas sociais que se sacrificam para que outra parte da população sobreviva por mais um dia, em alguns tipos de flores que deixam de competir com membros da própria espécie, em morcegos hematófagos que dividem o sangue com membros do grupo que foram menos afortunados na caça, entre outros. O que reúne todos esses atos é a própria definição de altruísmo: qualquer tipo de comportamento que reduza a sua capacidade de sobrevivência e aumente a capacidade de sobrevivência do outro. Note que não há intenção nesse caso: o altruísmo biológico é definido como o resultado de uma ação, não pelas motivações por trás dela (por isso até uma ameba pode ser altruísta!). Falamos de altruísmo psicológico quando consideramos ações entre pessoas. Nesse caso, intenção é tudo: se ajudo uma senhora a atravessar a rua mas ela sabe que só a estou ajudando porque quero que ela me inclua em seu testamento, ela corretamente não me verá como um altruísta, mesmo que eu seja atropelado por um caminhão e morra ao tentar ajudá-la. Então, há uma grande diferença entre o altruísmo biológico, que é momentâneo e pertence à natureza, e o altruísmo psicológico, um fenômeno que vemos em humanos. Ainda assim, como o cérebro humano é um órgão que passou pelo processo de evolução – como o joelho, o fígado ou a cor da nossa pele – deve haver uma ligação entre os altruísmos biológico e psicológico, e cientistas desde Darwin vêm tentando entender exatamente qual é essa conexão. Somos bons com os outros e ajudamos os outros porque somos verdadeiramente altruístas? Ou estamos seguindo algum tipo de imperativo biológico criado por milhões de anos de seleção natural para melhorar as nossas chances de sobrevivência? Essas são as questões que tentamos solucionar. ÉPOCA – Um dos temas comuns dos estudos sobre altruísmo é a motivação desse comportamento. Por que é importante entender as razões por trás do altruísmo? Harman – Você levanta uma questão interessante: será que conseguimos saber quais são as motivações para os atos de altruísmo? A ciência consegue responder a essa questão? Quando alguém encontra um mendigo na rua, pode decidir dar dinheiro a ele para diminuir o próprio sentimento de estresse. Essa forma de doação não é, portanto, altruísmo puro, mas, na verdade, uma forma de egoísmo. O mesmo vale para um filantropo que faz caridade para ganhar reputação como caridoso. Numa escala menor, quando fazemos boas ações para outros, há processos biológicos em nossos corpos que, inconscientemente, melhoram nosso bem-estar. Por isso, os cínicos geralmente dizem que não há algo como o altruísmo puro. Eles dizem: “Arranhe um altruísta e verá um egoísta sangrar”. Mas acredito que a ciência nunca responderá a essa questão de forma definitiva. Porque ela não tem as ferramentas para decompor as motivações humanas e chegar a essa resolução. A verdade é que as pessoas fazem o bem por várias razões, e geralmente por razões que parecem conflitantes, mas não o são. Ajudar um estranho que precisa pode satisfazer na mesma medida o senso altruísta de justiça social e empatia com relação ao outro como a necessidade do indivíduo de se sentir bem consigo mesmo. Portanto, não tenho certeza de que seja importante entender completamente as motivações por trás dos atos altruísticos das pessoas. O que conta, no final do dia, é o resultado dessas ações, mais do que suas causas: o fato de que pessoas receberam ajuda e cuidado é que é importante. ÉPOCA – Apesar de seu interesse no altruísmo, diversos pesquisadores do tema não o praticavam em suas vidas. Como entender essa contradição entre a vida intelectual e a vida prática? Harman – É interessante que muitas das figuras mais proeminentes da história das tentativas de entender o altruísmo não tenham sido altruístas. Interessante, mas talvez não surpreendente. George Price, a personalidade sobre a qual escrevi em meu livro The Price of Altruism, tinha um grau de autismo e não era um amigo leal ou um homem de família. Ele morreu sozinho, entre os sem-teto, embora tenha nos dado uma das mais poderosas equações matemáticas para ajudar a entender a evolução do altruísmo. Outras figuras, como o grande biológo britânico J. B. S. Haldane, também não eram grandes altruístas. Haldane nunca teve um filho e, embora fosse um socialista convicto e marxista, era conhecido por não aturar estupidez e não ser particularmente simpático com ninguém. É comum no mundo das ideias e do conhecimento que alguém que relativamente diferente ser capaz de penetrar as verdades interiores dos assuntos que são importantes para todos nós, precisamente por causa dessa diferença ou distância. Ser capaz de ver algo de fora, de um ângulo exterior, nos permite vê-lo como realmente é. >>Leia também um trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana: Por que somos solidários  ÉPOCA – Algumas pessoas dedicam-se sempre a ações solidárias, enquanto outras ajudam apenas em tragédias, como no caso dos deslizamentos na serra fluminense. Há diferença entre um tipo e outro de altruísmo? Harman – É uma questão difícil. O que a teoria evolucionista, assim como a sociologia, nos ensina, é que quando um grupo é ameaçado, muitos de seus membros se unem para cooperar. Isso pode ter a ver com o fato de que, quando os grupos competem entre si, aqueles com mais indivíduos altruístas são mais bem-sucedidos, porque há uma maior cooperação. Dentro do grupo, faz sentido para o indivíduo, do ponto de vista puramente racional, ser egoísta, porque o egoísta não precisa pagar nenhum preço e ainda goza da ajuda de todo mundo. Mas se o grupo é ameaçado, o comportamento altruísta aumenta. Portanto, há um conflito inerente entre o indivíduo e o grupo quando se trata de altruísmo, e tanto biólogos quando antropólogos e sociólogos estudam as condições particulares em que o interesse do grupo pode sobrepujar o interesse do indivíduo. As tragédias nacionais e as guerras parecem ser mecanismos fortes para catapultar a ação em grupo. Os altruístas que agem altruisticamente o tempo todo, não apenas quando as coisas ficam realmente duras, podem fazê-lo por várias razões: porque foram educados de forma a promover e valorizar o serviço e o altruísmo, ou porque eles são mais empáticos que outros por sua constituição (e, sim, parece haver uma grande variação de empatia e altruísmo nas populações humanas), ou porque suas circunstâncias de vida, quaisquer que sejam, tenham-nos levado nessa direção. De novo, é muito difícil apontar as motivações, mas é um fato que, quando um grupo se percebe sob ameaça ou perigo, muitos de seus membros vão passar, de repente, a agir com o grupo, em vez de agirem por si próprios. ÉPOCA – A capacidade de ter empatia pelos outros parece ser um fator importante para criar ações de altruísmo. Qual a diferença entre alguém que tem empatia e chora ao ver a notícia das enchentes na TV e alguém que tem empatia, chora ao ver a notícia na TV e decide ajudar? Harman – Alguns cientistas vão atribuir essa diferença à constituição ou à biologia. Eles vão mostrar estudos dizendo que quando você usa um spray com ocitocina nas narinas dos homens, esses indivíduos imediatamente se tornam ativamente mais altruístas e têm mais empatia. Vão mostrar estudos neurogenéticos fazendo correlações entre o comportamento “pró-social” e alguns marcadores genéticos. Vão mostrar estudos com ressonância magnética que apontam grandes partes do cérebro se ativando quando altruístas fazem o bem. Mas, claro, embora estudemos esses resultados com cuidado e aprendamos com eles, precisamos exercitar também um certo ceticismo saudável a respeito da habilidade que eles têm de fornecer as respostas para as perguntas que estamos fazendo. As causas do comportamento humano são tão complexas e variadas que reduzir um comportamento complexo como o altruísmo a uma molécula ou gene ou área do cérebro é inviável. Como o filósofo Wittgenstein escreveu, as questões mais importantes nunca poderão ser respondidas pela ciência. Na verdade, elas não podem nem ser feitas, de certa maneira. Por que alguém sacrificaria a própria vida pelos outros enquanto outros nunca sonhariam fazê-lo? Nós não sabemos. O que sabemos é que, geralmente, quando as pessoas se arriscam para ajudar os outros – como fez Wesley Autrey, que pulou nos trilhos do metrô de Nova York para salvar Cameron Hollopeter, que havia caído –, elas dizem que apenas sentiram que precisavam fazê-lo, ou não pensaram duas vezes. Em outras palavras, a ação foi quase automática e não passou pelo circuito do cérebro que governa as ações ponderadas. Explicar por que isso a acontece é um mistério que talvez nunca solucionemos. E não é de todo mau. ÉPOCA – A cultura e a religião influenciam no comportamento altruísta? Harman – O tamanho do grupo pode ter muito a ver com o altruísmo: sabemos que quanto menor a comunidade, mais provável que as cooperem e sejam amigáveis umas com as outras. Isso faz sentido porque a reputação é muito importante nessa comunidade: se você é conhecido como alguém que só olha para si próprio, as pessoas tendem a interagir com você de maneira menos cooperativa. E quanto menor o grupo e melhor o conhecimento que as pessoas têm das outras, mais importante a reputação. As cidades grandes onde todo mundo é um estranho não necessariamente ajudam a promover boas relações porque o anonimato tira o fardo de se preocupar com a reputação. Foi Platão quem disse que o tamanho ideal de uma cidade seria grande o suficiente para as pessoas não saberem o nome umas das outras, mas pequena o suficiente para que todo mundo fosse capaz de reconhecer os outros pela fisionomia. Não há dúvidas de que a interrelação entre a seleção de grupo e o que chamamos de reciprocidade indireta teve um papel importante na evolução do nosso senso moral, de justiça e vergonha, e, portanto, na nossa habilidade de agir altruisticamente em relação ao próximo. Dito isso, não há dúvidas de que a educação e a cultura também têm um papel importantíssimo. Muitos dizem que esses são os fatores mais importantes para incutir atitudes altruístas. Aprender com o nosso passado evolutivo é importante, mas tem seus limites, e a cultura é realmente um fator especial. Claramente, se você é ensinado a respeitar os outros como a si mesmo, e a valorizar esse preceito, seu posicionamento sobre a vida e os outros será diferente do que o de alguém que aprendeu a buscar o primeiro lugar num mundo ultra competitivo. As predisposições biológicas existem, mas são determinantes apenas em casos patológicos. A cultura e a educação realmente contam mais do que qualquer outra coisa. ÉPOCA – A mídia tem algum papel em relação ao comportamento altruísta, especialmente em tragédias, como as enchentes da região serrana do Rio de Janeiro? Harman – A importância da reputação, especialmnte entre espécies sociais como a nossa, não pode ser menosprezada. Por isso, a mídia pode ter um papel importante a fazer nesse sentido, uma vez que chega às casas via televisão, internet, celular e rádio. Na verdade, a vergonha é um poderoso motor para ações, e se as pessoas forem estimuladas a se sentir desconfortáveis por não agir de forma altruísta, isso pode levá-las a mudar, olhar para os lados e ajudar os outros. A vergonha é comumente induzida por pressão dos pares, mas não preciso dizer a você que a mídia tem um papel importante no imaginário coletivo da sociedade.
Por que somos altruístas
EPOCA
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10/02/2011 16:33
Vida Útil
CURIOSA Natália usa programas espiões para saber quem a rejeita nas redes sociais Quando o Orkut foi lançado, sete anos atrás, a moda era adicionar todo mundo. Amigo de amigo, conhecido de balada, alguém que você sabe quem é, mas nunca trocou uma palavra. Com o Twitter e o Facebook (e seus posts em tempo real), a escolha ficou mais seletiva. Nem sempre é divertido acompanhar o que alguns têm a dizer – mesmo que em 140 caracteres. Mas excluir as pessoas de sua lista de amigos pode parecer rude. A boa notícia é que o Facebook e o Orkut já oferecem filtros de privacidade. Você pode ocultar as mensagens de quem está incomodando sem que a pessoa saiba disso. Também é possível criar filtros para selecionar os amigos que podem (ou não) ver o conteúdo que você publica. Há ainda programas espiões que mostram se você mesmo faz parte do grupo dos excluídos na lista alheia. A seguir, algumas dicas para proteger sua privacidade e para descobrir quem são os “amigos” que estão escondendo coisas de você. Cada rede social tem um tipo de vocação – e sua etiqueta. O LinkedIn é usado para manter atualizados os contatos profissionais. O Twitter serve para as duas coisas, amigos e contatos de trabalho. Mas a graça é sempre ter muitos seguidores. Isso indica seu grau de popularidade. A publicitária Natália Nambara, de 22 anos, tem uma conta bloqueada no Twitter. Isso significa que ela tem de aceitar as pessoas que querem segui-la e ler suas mensagens. O que ela invariavelmente faz. Logo, fica frustrada quando percebe que não é seguida por alguém de seu círculo de amizades. “É como ser ignorada em uma conversa ao vivo, fora da internet”, diz. Natália tem curiosidade de saber não só quem não retribuiu a gentileza como quem deixou de segui-la. Por isso, ela aderiu ao twitter (twitter.com), um programa conhecido entre os usuários da rede. Ele avisa, por e-mail, quando se perde um amigo e compara de forma organizada sua lista de seguidores com a de pessoas que você segue. É aí que você sabe quem são seus “ex-amigos”. A designer digital Larissa Coutinho foi quem indicou o programa para Natália. “O programa é bem útil”, diz Larissa. Ao descobrir que alguém que ela acompanhava por educação não a segue mais, pode excluí-lo de sua lista de seguidores. Sem culpa e sem consequências sociais. O Facebook tem um programa parecido, o Unfriend Finder (unfriendfinder.com). Ele avisa quando alguém excluiu você da lista de amigos. E oferece mais detalhes. Avisa de que forma você foi excluído: se deletado, recusado ou se a pessoa cancelou a conta dela. “Talvez seja melhor não saber isso tudo”, diz a consultora de etiqueta Célia Leão. “Mas, se você for atrás dessa informação, tem de estar preparado para lidar com a rejeição”, afirma.   Além desses dois programas, que funcionam bem e não costumam trazer vírus, há uma centena de programas espiões que prometem contar tudo sobre todas as redes – mas terminam por contaminar sua máquina. Alguns podem fazer mais do que isso: roubar senhas e informações confidenciais. Além disso, ao captar informações que o próprio site de relacionamento não oferece, esses programas podem infringir regras de privacidade. “Toda ferramenta que se presta a esse trabalho de garimpar informação é, por definição, perigosa”, afirma Wanderson Castilho, perito em crimes digitais. Há formas seguras de descobrir quem são os “ex-amigos” fuçando nas próprias redes de relacionamento. Em geral, dá mais trabalho. No Orkut e no LinkedIn pode-se abrir a lista de convites enviados e descobrir quem ainda está pensando em aceitar você – ou não teve tempo para se dedicar a isso. Mas se o convite que você enviou tiver desaparecido da lista de pedidos pendentes (e, claro, ele ainda não é seu amigo) significa que você foi recusado. No serviço de mensagens instantâneas Windows Live Messenger há um atalho para saber se alguém o bloqueou ou tirou da lista de amigos, como mostra o quadro ao lado. "Se você quiser saber se foi rejeitado por alguém, tem de estar preparado para lidar com isso", diz a consultora Célia Leão Descobrir quem bloqueia, exclui ou escolhe não ler o que você escreve é uma forma de prestar atenção a seu próprio comportamento digital. “Talvez suas atualizações sejam irritantes para algumas pessoas”, diz Alessandro Barbosa Lima, sócio da E.life, empresa que estuda o comportamento nas redes sociais. Por outro lado, você pode não gostar de ler o que alguém escreve – ou sentir-se inclinado a bloquear o acesso de alguém a suas informações. Imagine que seu chefe, recém-aceito como amigo no Facebook, está vasculhando as fotos de sua última balada. Para ele, o bloqueio puro e simples pode ser perigoso, mas um filtro de privacidade evita constrangimentos. As redes Orkut e Facebook dão a opção de compartilhar conteúdos com certos grupos ou impedir que algumas pessoas tenham acesso a eles. O dono do perfil tem de ter disposição para separar os amigos em grupos, como acontece na vida real. “É normal reunir pais, amigos e colegas de trabalho em um mesmo lugar e ter as mesmas conversas?”, diz Barbosa Lima. Não, não é. Leia as últimas notícias Leia outras reportagens desta edição
Descubra seus (verdadeiros) amigos
EPOCA
['http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,45989217,00.jpg']
02/02/2011 20:06
Mente Aberta
RESTAURAÇÃOCláudio Valerio Teixeira trabalha em um dos painéis do "Guerra e Paz" Os painéis "Guerra e Paz", do pintor brasileiro Candido Portinari, estão expostos em um ateliê aberto ao público no Rio de Janeiro. Ã‰ possível conferir a restauração das obras antes de seu retorno à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Os trabalhos de restauração foram apresentados nesta quarta-feira (2) aos jornalistas pela Fundação Portinari, que transferiu os painéis de Nova York e é responsável por sua atual exposição fora da ONU. Os murais que compõem o trabalho de Portinari (1903-1962) foram uma encomenda do governo brasileiro ao artista em 1952 para serem enviados à ONU, onde permaneceram desde 1957 sem serem exibidos ao público por razões de segurança. A iniciativa quer mostrar em primeira mão aos brasileiros que visitarem o Palácio Gustavo Capanema, antiga sede do Ministério da Educação, como se restaura uma obra de arte. Até o dia 20 de maio os painéis serão submetidos a um processo de limpeza com esponjas além do emprego de inovações tecnológicas de artes plásticas, disse à Agência Efe Cláudio Valerio Teixeira, um dos coordenadores da restauração. "As pinturas, em termos gerais, estão em bom estado, mas vamos realizar uma limpeza utilizando esponjas porque é a técnica que oferece menos riscos", explicou Teixeira. Antes de sua passagem pelo ateliê, os painéis do artista foram expostos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde Portinari apresentou seu trabalho pela primeira vez em 1956. Antes de seu retorno a Nova York, o conjunto de murais passará por São Paulo e Brasília. A Fundação Portinari estuda expor a obra do pintor, considerado como um dos principais artistas do Brasil no século XX, em cidades europeias como Paris e Roma. LY
Exposição mostra restauro de painéis "Guerra e Paz", de Portinari
EPOCA
['http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,45236698,00.jpg']
21/01/2011 19:59
Sociedade
Oren Harman, professor da Universidade Bar Ilan, em Tel Aviv, Israel, uniu seus conhecimentos sobre história da ciência e biologia para contar a evolução dos estudos sobre altruísmo no livro The Price of altruism (O preço do altruísmo), lançado no ano passado nos Estados Unidos. "Price", do título em inglês, é também uma referência ao pesquisador George Price, um dos primeiros a tentar entender por que alguns indivíduos chegam a colocar em risco a própria vida para salvar a do próximo, um comportamento que contraria o princípio de autopreservação da teoria evolucionista proposta por Charles Darwin. Nesta entrevista, Harman define altruísmo e discute as descobertas científicas sobre um dos comportamentos humanos mais complexos: ÉPOCA – Qual a diferença entre altruísmo, generosidade e solidariedade? Oren Harman – Altruísmo, empatia, solidariedade, generosidade são todos conceitos relacionados, mas há diferenças e distinções importantes entre eles. Quando cientistas e cientistas sociais falam sobre altruísmo, geralmente estão falando de uma ação em que, para beneficiar o outro, o indivíduo arca com um custo ou prejuízo para si próprio. Embora o altruísmo tenha importância social, é muito mais uma ação pessoal, motivada por razões pessoais de diferentes tipos e voltada a alvos particulares. Solidariedade é um conceito mais social, baseado no sentimento coletivo de unidade, e não requer sacrifício pessoal. A generosidade pode ser uma forma de altruísmo, mas não precisa ser, tecnicamente falando. Todos os termos têm histórias e usos diferentes, vindos de diferentes tradições. ÉPOCA – Há tipos de altruísmo? Harman – Em meu livro, discuto dois tipos de altruísmo: o biológico e o psicológico. O biológico é baseado nas abelhas sacrificando-se pelo bem da comunidade, nas amebas sociais que se sacrificam para que outra parte da população sobreviva por mais um dia, em alguns tipos de flores que deixam de competir com membros da própria espécie, em morcegos hematófagos que dividem o sangue com membros do grupo que foram menos afortunados na caça, entre outros. O que reúne todos esses atos é a própria definição de altruísmo: qualquer tipo de comportamento que reduza a sua capacidade de sobrevivência e aumente a capacidade de sobrevivência do outro. Note que não há intenção nesse caso: o altruísmo biológico é definido como o resultado de uma ação, não pelas motivações por trás dela (por isso até uma ameba pode ser altruísta!). Falamos de altruísmo psicológico quando consideramos ações entre pessoas. Nesse caso, intenção é tudo: se ajudo uma senhora a atravessar a rua mas ela sabe que só a estou ajudando porque quero que ela me inclua em seu testamento, ela corretamente não me verá como um altruísta, mesmo que eu seja atropelado por um caminhão e morra ao tentar ajudá-la. Então, há uma grande diferença entre o altruísmo biológico, que é momentâneo e pertence à natureza, e o altruísmo psicológico, um fenômeno que vemos em humanos. Ainda assim, como o cérebro humano é um órgão que passou pelo processo de evolução – como o joelho, o fígado ou a cor da nossa pele – deve haver uma ligação entre os altruísmos biológico e psicológico, e cientistas desde Darwin vêm tentando entender exatamente qual é essa conexão. Somos bons com os outros e ajudamos os outros porque somos verdadeiramente altruístas? Ou estamos seguindo algum tipo de imperativo biológico criado por milhões de anos de seleção natural para melhorar as nossas chances de sobrevivência? Essas são as questões que tentamos solucionar. ÉPOCA – Um dos temas comuns dos estudos sobre altruísmo é a motivação desse comportamento. Por que é importante entender as razões por trás do altruísmo? Harman – Você levanta uma questão interessante: será que conseguimos saber quais são as motivações para os atos de altruísmo? A ciência consegue responder a essa questão? Quando alguém encontra um mendigo na rua, pode decidir dar dinheiro a ele para diminuir o próprio sentimento de estresse. Essa forma de doação não é, portanto, altruísmo puro, mas, na verdade, uma forma de egoísmo. O mesmo vale para um filantropo que faz caridade para ganhar reputação como caridoso. Numa escala menor, quando fazemos boas ações para outros, há processos biológicos em nossos corpos que, inconscientemente, melhoram nosso bem-estar. Por isso, os cínicos geralmente dizem que não há algo como o altruísmo puro. Eles dizem: “Arranhe um altruísta e verá um egoísta sangrar”. Mas acredito que a ciência nunca responderá a essa questão de forma definitiva. Porque ela não tem as ferramentas para decompor as motivações humanas e chegar a essa resolução. A verdade é que as pessoas fazem o bem por várias razões, e geralmente por razões que parecem conflitantes, mas não o são. Ajudar um estranho que precisa pode satisfazer na mesma medida o senso altruísta de justiça social e empatia com relação ao outro como a necessidade do indivíduo de se sentir bem consigo mesmo. Portanto, não tenho certeza de que seja importante entender completamente as motivações por trás dos atos altruísticos das pessoas. O que conta, no final do dia, é o resultado dessas ações, mais do que suas causas: o fato de que pessoas receberam ajuda e cuidado é que é importante. ÉPOCA – Apesar de seu interesse no altruísmo, diversos pesquisadores do tema não o praticavam em suas vidas. Como entender essa contradição entre a vida intelectual e a vida prática? Harman – É interessante que muitas das figuras mais proeminentes da história das tentativas de entender o altruísmo não tenham sido altruístas. Interessante, mas talvez não surpreendente. George Price, a personalidade sobre a qual escrevi em meu livro The Price of Altruism, tinha um grau de autismo e não era um amigo leal ou um homem de família. Ele morreu sozinho, entre os sem-teto, embora tenha nos dado uma das mais poderosas equações matemáticas para ajudar a entender a evolução do altruísmo. Outras figuras, como o grande biológo britânico J. B. S. Haldane, também não eram grandes altruístas. Haldane nunca teve um filho e, embora fosse um socialista convicto e marxista, era conhecido por não aturar estupidez e não ser particularmente simpático com ninguém. É comum no mundo das ideias e do conhecimento que alguém que relativamente diferente ser capaz de penetrar as verdades interiores dos assuntos que são importantes para todos nós, precisamente por causa dessa diferença ou distância. Ser capaz de ver algo de fora, de um ângulo exterior, nos permite vê-lo como realmente é. >>Leia também um trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana: Por que somos solidários  ÉPOCA – Algumas pessoas dedicam-se sempre a ações solidárias, enquanto outras ajudam apenas em tragédias, como no caso dos deslizamentos na serra fluminense. Há diferença entre um tipo e outro de altruísmo? Harman – É uma questão difícil. O que a teoria evolucionista, assim como a sociologia, nos ensina, é que quando um grupo é ameaçado, muitos de seus membros se unem para cooperar. Isso pode ter a ver com o fato de que, quando os grupos competem entre si, aqueles com mais indivíduos altruístas são mais bem-sucedidos, porque há uma maior cooperação. Dentro do grupo, faz sentido para o indivíduo, do ponto de vista puramente racional, ser egoísta, porque o egoísta não precisa pagar nenhum preço e ainda goza da ajuda de todo mundo. Mas se o grupo é ameaçado, o comportamento altruísta aumenta. Portanto, há um conflito inerente entre o indivíduo e o grupo quando se trata de altruísmo, e tanto biólogos quando antropólogos e sociólogos estudam as condições particulares em que o interesse do grupo pode sobrepujar o interesse do indivíduo. As tragédias nacionais e as guerras parecem ser mecanismos fortes para catapultar a ação em grupo. Os altruístas que agem altruisticamente o tempo todo, não apenas quando as coisas ficam realmente duras, podem fazê-lo por várias razões: porque foram educados de forma a promover e valorizar o serviço e o altruísmo, ou porque eles são mais empáticos que outros por sua constituição (e, sim, parece haver uma grande variação de empatia e altruísmo nas populações humanas), ou porque suas circunstâncias de vida, quaisquer que sejam, tenham-nos levado nessa direção. De novo, é muito difícil apontar as motivações, mas é um fato que, quando um grupo se percebe sob ameaça ou perigo, muitos de seus membros vão passar, de repente, a agir com o grupo, em vez de agirem por si próprios. ÉPOCA – A capacidade de ter empatia pelos outros parece ser um fator importante para criar ações de altruísmo. Qual a diferença entre alguém que tem empatia e chora ao ver a notícia das enchentes na TV e alguém que tem empatia, chora ao ver a notícia na TV e decide ajudar? Harman – Alguns cientistas vão atribuir essa diferença à constituição ou à biologia. Eles vão mostrar estudos dizendo que quando você usa um spray com ocitocina nas narinas dos homens, esses indivíduos imediatamente se tornam ativamente mais altruístas e têm mais empatia. Vão mostrar estudos neurogenéticos fazendo correlações entre o comportamento “pró-social” e alguns marcadores genéticos. Vão mostrar estudos com ressonância magnética que apontam grandes partes do cérebro se ativando quando altruístas fazem o bem. Mas, claro, embora estudemos esses resultados com cuidado e aprendamos com eles, precisamos exercitar também um certo ceticismo saudável a respeito da habilidade que eles têm de fornecer as respostas para as perguntas que estamos fazendo. As causas do comportamento humano são tão complexas e variadas que reduzir um comportamento complexo como o altruísmo a uma molécula ou gene ou área do cérebro é inviável. Como o filósofo Wittgenstein escreveu, as questões mais importantes nunca poderão ser respondidas pela ciência. Na verdade, elas não podem nem ser feitas, de certa maneira. Por que alguém sacrificaria a própria vida pelos outros enquanto outros nunca sonhariam fazê-lo? Nós não sabemos. O que sabemos é que, geralmente, quando as pessoas se arriscam para ajudar os outros – como fez Wesley Autrey, que pulou nos trilhos do metrô de Nova York para salvar Cameron Hollopeter, que havia caído –, elas dizem que apenas sentiram que precisavam fazê-lo, ou não pensaram duas vezes. Em outras palavras, a ação foi quase automática e não passou pelo circuito do cérebro que governa as ações ponderadas. Explicar por que isso a acontece é um mistério que talvez nunca solucionemos. E não é de todo mau. ÉPOCA – A cultura e a religião influenciam no comportamento altruísta? Harman – O tamanho do grupo pode ter muito a ver com o altruísmo: sabemos que quanto menor a comunidade, mais provável que as cooperem e sejam amigáveis umas com as outras. Isso faz sentido porque a reputação é muito importante nessa comunidade: se você é conhecido como alguém que só olha para si próprio, as pessoas tendem a interagir com você de maneira menos cooperativa. E quanto menor o grupo e melhor o conhecimento que as pessoas têm das outras, mais importante a reputação. As cidades grandes onde todo mundo é um estranho não necessariamente ajudam a promover boas relações porque o anonimato tira o fardo de se preocupar com a reputação. Foi Platão quem disse que o tamanho ideal de uma cidade seria grande o suficiente para as pessoas não saberem o nome umas das outras, mas pequena o suficiente para que todo mundo fosse capaz de reconhecer os outros pela fisionomia. Não há dúvidas de que a interrelação entre a seleção de grupo e o que chamamos de reciprocidade indireta teve um papel importante na evolução do nosso senso moral, de justiça e vergonha, e, portanto, na nossa habilidade de agir altruisticamente em relação ao próximo. Dito isso, não há dúvidas de que a educação e a cultura também têm um papel importantíssimo. Muitos dizem que esses são os fatores mais importantes para incutir atitudes altruístas. Aprender com o nosso passado evolutivo é importante, mas tem seus limites, e a cultura é realmente um fator especial. Claramente, se você é ensinado a respeitar os outros como a si mesmo, e a valorizar esse preceito, seu posicionamento sobre a vida e os outros será diferente do que o de alguém que aprendeu a buscar o primeiro lugar num mundo ultra competitivo. As predisposições biológicas existem, mas são determinantes apenas em casos patológicos. A cultura e a educação realmente contam mais do que qualquer outra coisa. ÉPOCA – A mídia tem algum papel em relação ao comportamento altruísta, especialmente em tragédias, como as enchentes da região serrana do Rio de Janeiro? Harman – A importância da reputação, especialmnte entre espécies sociais como a nossa, não pode ser menosprezada. Por isso, a mídia pode ter um papel importante a fazer nesse sentido, uma vez que chega às casas via televisão, internet, celular e rádio. Na verdade, a vergonha é um poderoso motor para ações, e se as pessoas forem estimuladas a se sentir desconfortáveis por não agir de forma altruísta, isso pode levá-las a mudar, olhar para os lados e ajudar os outros. A vergonha é comumente induzida por pressão dos pares, mas não preciso dizer a você que a mídia tem um papel importante no imaginário coletivo da sociedade.
Por que somos altruístas
EPOCA
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10/02/2011 16:33
Vida Útil
CURIOSA Natália usa programas espiões para saber quem a rejeita nas redes sociais Quando o Orkut foi lançado, sete anos atrás, a moda era adicionar todo mundo. Amigo de amigo, conhecido de balada, alguém que você sabe quem é, mas nunca trocou uma palavra. Com o Twitter e o Facebook (e seus posts em tempo real), a escolha ficou mais seletiva. Nem sempre é divertido acompanhar o que alguns têm a dizer – mesmo que em 140 caracteres. Mas excluir as pessoas de sua lista de amigos pode parecer rude. A boa notícia é que o Facebook e o Orkut já oferecem filtros de privacidade. Você pode ocultar as mensagens de quem está incomodando sem que a pessoa saiba disso. Também é possível criar filtros para selecionar os amigos que podem (ou não) ver o conteúdo que você publica. Há ainda programas espiões que mostram se você mesmo faz parte do grupo dos excluídos na lista alheia. A seguir, algumas dicas para proteger sua privacidade e para descobrir quem são os “amigos” que estão escondendo coisas de você. Cada rede social tem um tipo de vocação – e sua etiqueta. O LinkedIn é usado para manter atualizados os contatos profissionais. O Twitter serve para as duas coisas, amigos e contatos de trabalho. Mas a graça é sempre ter muitos seguidores. Isso indica seu grau de popularidade. A publicitária Natália Nambara, de 22 anos, tem uma conta bloqueada no Twitter. Isso significa que ela tem de aceitar as pessoas que querem segui-la e ler suas mensagens. O que ela invariavelmente faz. Logo, fica frustrada quando percebe que não é seguida por alguém de seu círculo de amizades. “É como ser ignorada em uma conversa ao vivo, fora da internet”, diz. Natália tem curiosidade de saber não só quem não retribuiu a gentileza como quem deixou de segui-la. Por isso, ela aderiu ao twitter (twitter.com), um programa conhecido entre os usuários da rede. Ele avisa, por e-mail, quando se perde um amigo e compara de forma organizada sua lista de seguidores com a de pessoas que você segue. É aí que você sabe quem são seus “ex-amigos”. A designer digital Larissa Coutinho foi quem indicou o programa para Natália. “O programa é bem útil”, diz Larissa. Ao descobrir que alguém que ela acompanhava por educação não a segue mais, pode excluí-lo de sua lista de seguidores. Sem culpa e sem consequências sociais. O Facebook tem um programa parecido, o Unfriend Finder (unfriendfinder.com). Ele avisa quando alguém excluiu você da lista de amigos. E oferece mais detalhes. Avisa de que forma você foi excluído: se deletado, recusado ou se a pessoa cancelou a conta dela. “Talvez seja melhor não saber isso tudo”, diz a consultora de etiqueta Célia Leão. “Mas, se você for atrás dessa informação, tem de estar preparado para lidar com a rejeição”, afirma.   Além desses dois programas, que funcionam bem e não costumam trazer vírus, há uma centena de programas espiões que prometem contar tudo sobre todas as redes – mas terminam por contaminar sua máquina. Alguns podem fazer mais do que isso: roubar senhas e informações confidenciais. Além disso, ao captar informações que o próprio site de relacionamento não oferece, esses programas podem infringir regras de privacidade. “Toda ferramenta que se presta a esse trabalho de garimpar informação é, por definição, perigosa”, afirma Wanderson Castilho, perito em crimes digitais. Há formas seguras de descobrir quem são os “ex-amigos” fuçando nas próprias redes de relacionamento. Em geral, dá mais trabalho. No Orkut e no LinkedIn pode-se abrir a lista de convites enviados e descobrir quem ainda está pensando em aceitar você – ou não teve tempo para se dedicar a isso. Mas se o convite que você enviou tiver desaparecido da lista de pedidos pendentes (e, claro, ele ainda não é seu amigo) significa que você foi recusado. No serviço de mensagens instantâneas Windows Live Messenger há um atalho para saber se alguém o bloqueou ou tirou da lista de amigos, como mostra o quadro ao lado. "Se você quiser saber se foi rejeitado por alguém, tem de estar preparado para lidar com isso", diz a consultora Célia Leão Descobrir quem bloqueia, exclui ou escolhe não ler o que você escreve é uma forma de prestar atenção a seu próprio comportamento digital. “Talvez suas atualizações sejam irritantes para algumas pessoas”, diz Alessandro Barbosa Lima, sócio da E.life, empresa que estuda o comportamento nas redes sociais. Por outro lado, você pode não gostar de ler o que alguém escreve – ou sentir-se inclinado a bloquear o acesso de alguém a suas informações. Imagine que seu chefe, recém-aceito como amigo no Facebook, está vasculhando as fotos de sua última balada. Para ele, o bloqueio puro e simples pode ser perigoso, mas um filtro de privacidade evita constrangimentos. As redes Orkut e Facebook dão a opção de compartilhar conteúdos com certos grupos ou impedir que algumas pessoas tenham acesso a eles. O dono do perfil tem de ter disposição para separar os amigos em grupos, como acontece na vida real. “É normal reunir pais, amigos e colegas de trabalho em um mesmo lugar e ter as mesmas conversas?”, diz Barbosa Lima. Não, não é. Leia as últimas notícias Leia outras reportagens desta edição
Descubra seus (verdadeiros) amigos
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02/02/2011 20:06
Mente Aberta
RESTAURAÇÃOCláudio Valerio Teixeira trabalha em um dos painéis do "Guerra e Paz" Os painéis "Guerra e Paz", do pintor brasileiro Candido Portinari, estão expostos em um ateliê aberto ao público no Rio de Janeiro. Ã‰ possível conferir a restauração das obras antes de seu retorno à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Os trabalhos de restauração foram apresentados nesta quarta-feira (2) aos jornalistas pela Fundação Portinari, que transferiu os painéis de Nova York e é responsável por sua atual exposição fora da ONU. Os murais que compõem o trabalho de Portinari (1903-1962) foram uma encomenda do governo brasileiro ao artista em 1952 para serem enviados à ONU, onde permaneceram desde 1957 sem serem exibidos ao público por razões de segurança. A iniciativa quer mostrar em primeira mão aos brasileiros que visitarem o Palácio Gustavo Capanema, antiga sede do Ministério da Educação, como se restaura uma obra de arte. Até o dia 20 de maio os painéis serão submetidos a um processo de limpeza com esponjas além do emprego de inovações tecnológicas de artes plásticas, disse à Agência Efe Cláudio Valerio Teixeira, um dos coordenadores da restauração. "As pinturas, em termos gerais, estão em bom estado, mas vamos realizar uma limpeza utilizando esponjas porque é a técnica que oferece menos riscos", explicou Teixeira. Antes de sua passagem pelo ateliê, os painéis do artista foram expostos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde Portinari apresentou seu trabalho pela primeira vez em 1956. Antes de seu retorno a Nova York, o conjunto de murais passará por São Paulo e Brasília. A Fundação Portinari estuda expor a obra do pintor, considerado como um dos principais artistas do Brasil no século XX, em cidades europeias como Paris e Roma. LY
Exposição mostra restauro de painéis "Guerra e Paz", de Portinari
EPOCA
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22/06/2011 21:08
Ciência e Tecnologia
A tentativa de invasão por hackers aos sites da Presidência da República, do Portal Brasil e da Receita Federal foi a maior já sofrida pelo país. Segundo o diretor superintendente do Serviço de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganoto, foram registrados cerca de 2 bilhões de acessos aos servidores em um horário com acessos “praticamente nulos”, na madrugada de hoje (22). Essa foi a terceira tentativa de invasão este ano. No ano passado foram quatro, mas nenhuma delas maior que a desta madrugada. A técnica utilizada pelos hackers é chamada de “negação de serviço” (ou DDos, Distributed Denial of Service, na sigla em inglês), que consiste em fazer múltiplas tentativas de acesso ao mesmo tempo. O objetivo é tornar o serviço indisponível. Os sites ficaram fora do ar por uma hora, de 0h40 a 1h40, mas nenhum dano foi registrado. “Dois bilhões de acesso nesse curto período é um volume muito grande não suportável por qualquer provedor de sites na internet, mas sem dano nenhum a informações. São sistemas que, na gíria da informática, chamamos de robôs, colocados em provedores que ficam gerando os acessos”, afirmou Paganoto. Segundo a Serpro, os ataques partiram de servidores localizados na Itália. A ação foi reivindicada pelo grupo LuIzSecBrazil, que teria ligações com a organização responsável pelos recentes ataques às redes de videogame Sony e Nintendo, às redes de TV americanas Fox e PBS e a órgãos do governo americano como CIA e FBI. (RP)
Maior ataque hacker no Brasil partiu da Itália
EPOCA
Segundo diretor do Serviço de Processamento de Dados do governo, foram mais de 2 bilhões de tentativas de acesso
Redação ÉPOCA, com agências
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17/06/2011 11:24
Ciência e Tecnologia
ÔNIBUS HACKER A ideia de um ônibus super equipado não é nova. Na Inglaterra, existe esse ônibus semelhante, com tudo o que há de mais avançado em tecnologia. Mas ele é usado por músicos. Ciberativismo. Já ouviu falar nessa palavra? Ela combina, dentro de um mesmo conceito, duas coisas aparentemente antagônicas: hackers, os indivíduos que criam e modificam programas de computadores, e ativismo social ou político. Pois um grupo de ciberativistas brasileiros decidiu levar a ideia a fundo e inaugurou um projeto inusitado: eles querem comprar um ônibus, equipá-lo com todos os apetrechos cibernéticos necessários e percorrer o Brasil abrindo dados e arquivos públicos que julgam importantes para a sociedade. A ideia, que lembra a atividade dos "crackers" - os invasores de computadores alheios - promete causar polêmica, pois abre discussões sobre até que ponto a iniciativa é legal.  A ideia do ônibus surgiu na Transparência Hacker, um fórum online que conta com 578 participantes. Pela internet, essas pessoas bolam ações cujo objetivo declarado é ampliar a transparência dos governos e criar soluções efetivas para o dia a dia das pessoas. Quando um dos debatedores descobriu que um grupo musical usava um ônibus para fazer música, os hackers decidiram imitá-los. Com esse novo formato de ativismo - que mistura o real e o virtual, eles teriam duas facilidades. A primeira é ampliar o tempo de trabalho dos voluntários. “Ter 15 horas de viagem pela frente e não ter pra onde fugir ajuda a eliminar a procrastinação”, diz Daniela Silva, uma das integrantes do grupo. A outra é a aproximação com a população. "Podemos facilmente estacionar o ônibus, montar uma tenda e uma tela com projetor, e ali fazer funcionar um espaço de articulação política, uma escola hacker, uma oficina de robótica, um cinema livre e outros projetos”, diz. A terceira é a independência. "Abertura, transparência e transformação social são temas sensíveis – se quisermos estar nos lugares onde um combinado de informação e ação é mais necessário, precisamos de total autonomia." Mas, uma vez instalado em uma cidade, quais seriam as verdadeiras intenções e ações do bonde hacker? À primeira vista, a iniciativa parece uma tentativa de emular o WikiLeaks, a rede internacional de vazamento de dados do australiano Julian Assange. Segundo Daniela, Assange não é a inspiração. Apesar de a Transparência Hacker ter como princípio a divulgação de dados e defender o engajamento político, Daniela diz que o projeto não tem como objetivo vazar nenhum dado classificado como sigiloso. “Nós trabalhamos com dados de interesse público que deveriam ser abertos”, diz Daniela. “E, às vezes, até já estão publicados, mas em formatos que não facilitam sua utilização pela sociedade.” Daniela afirma que os planos da Transparência Hacker não incluem qualquer tipo de crime. Até hoje, os ciberativistas do grupo estiveram mais preocupados em traduzir dados complicados para uma linguagem simples do que em realmente vazar informações secretas. Em um dos projetos, por exemplo, criaram um Mapa da Violência do Rio Grande do Sul usando apenas dados da Secretaria de Segurança Pública. Em outro, usando informações da Câmara, fizeram um jogo chamado Dashboard, sobre a tramitação de projetos de lei. O Dashboard mostra quanto tempo um projeto ficou parado em certo lugar, permitindo que qualquer pessoa acompanhe seu andamento. “Mesmo quando os dados já estão disponíveis, a transparência depende do entendimento que a sociedade tem dessas informações, e num país com pouco conhecimento do funcionamento da política como é o Brasil, produzir novos pontos de vista sobre as informações é essencial”, afirma Daniela. Entre os projetos do grupo também estão o Agenda Pública – uma visualização dos calendários de gastos de diárias do Gabinete do Ministério da Cultura nos primeiros meses de 2011 –; e o projeto “Otoridades: Você sabe com quem está falando?”, que pretende coletar relatos de abuso de poder em todo o país de forma anônima. “Brigamos para que mais informação pública esteja disponível – não apenas dados consolidados de orçamentos, gastos e serviços, mas principalmente informações sobre práticas e processos políticos”, diz Daniela. Para ela, a motivação original da Transparência Hacker é “fazer da política aquilo que ela sempre deveria ter sido – uma ferramenta aberta para distribuir poder para as pessoas.” Em busca deste objetivo, a Transparência Hacker tem ambições grandes. Em dezembro do ano passado, o grupo inscreveu um projeto no UN Democracy Fund chamado Invasões Hacker. A intenção era levar a Transparência Hacker para cidades de todas as regiões do Brasil. Estar por todo o país, diz a ativista, é fundamental para a estratégia do grupo, pois o mais importante para modificar a realidade das pessoas no âmbito local é justamente dar-lhes autonomia para fazer suas próprias mudanças e reivindicações baseadas no conhecimento. “O que vamos fazer é ir até lá para interagir com elas – misturar ao conhecimento que elas têm da realidade local as habilidades técnicas e políticas que nós temos”. Interessou-se pela ideia? A lista de discussão do Transparência Hacker é aberta a qualquer um.
Bonde Hacker
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Um grupo de ciberativistas brasileiros decidiu comprar um ônibus, equipá-lo com apetrechos cibernéticos e percorrer o Brasil abrindo dados e arquivos públicos. Sem cometer nenhum crime
Lucas Hackradt
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22/06/2011 21:08
Ciência e Tecnologia
A tentativa de invasão por hackers aos sites da Presidência da República, do Portal Brasil e da Receita Federal foi a maior já sofrida pelo país. Segundo o diretor superintendente do Serviço de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganoto, foram registrados cerca de 2 bilhões de acessos aos servidores em um horário com acessos “praticamente nulos”, na madrugada de hoje (22). Essa foi a terceira tentativa de invasão este ano. No ano passado foram quatro, mas nenhuma delas maior que a desta madrugada. A técnica utilizada pelos hackers é chamada de “negação de serviço” (ou DDos, Distributed Denial of Service, na sigla em inglês), que consiste em fazer múltiplas tentativas de acesso ao mesmo tempo. O objetivo é tornar o serviço indisponível. Os sites ficaram fora do ar por uma hora, de 0h40 a 1h40, mas nenhum dano foi registrado. “Dois bilhões de acesso nesse curto período é um volume muito grande não suportável por qualquer provedor de sites na internet, mas sem dano nenhum a informações. São sistemas que, na gíria da informática, chamamos de robôs, colocados em provedores que ficam gerando os acessos”, afirmou Paganoto. Segundo a Serpro, os ataques partiram de servidores localizados na Itália. A ação foi reivindicada pelo grupo LuIzSecBrazil, que teria ligações com a organização responsável pelos recentes ataques às redes de videogame Sony e Nintendo, às redes de TV americanas Fox e PBS e a órgãos do governo americano como CIA e FBI. (RP)
Maior ataque hacker no Brasil partiu da Itália
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Segundo diretor do Serviço de Processamento de Dados do governo, foram mais de 2 bilhões de tentativas de acesso
Redação ÉPOCA, com agências
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11/04/2011 18:13
Ciência e Tecnologia
A empresa japonesa Sony, fabricante do console de videogames Playstation 3, fechou um acordo nesta segunda-feira (11) com o hacker George Hotz, de 21 anos, que tinha conseguido desbloquear o aparelho. Depois de anos de tentativas mal sucedidas, em janeiro Hotz conseguiu decodificar o Playstation 3 e publicou em seu site oficial uma chave encriptada que possibilitava aos usuários do videogame usarem jogos piratas. Segundo o acordo, o jovem sai sem ter que pagar nenhuma multa ou indenização “desde que nunca mais tente desbloquear o aparelho ou qualquer outro produto Sony”, diz um relatório. George Hotz é conhecido também por ser um dos hackers do iPhone, da Apple, e foi processado por violar o Ato de Direitos de Cópia Digital Millennium (DMCA, na sigla em inglês), uma série de leis contra a pirataria nos Estados Unidos. A lei não requer que a companhia comprove nenhum tipo de ganho material do hacker, portanto a Sony possuía vantagem. Ainda assim, à revista especializada em tecnologia Wired, um porta-voz da empresa teria dito que a publicidade negativa que seria gerada desse caso não valia o risco de processar Hotz. Segundo o acordo, o hacker se compromete a não realizar nenhuma tentativa de desbloqueio em aparelhos da Sony e ele não pode, também, divulgar nenhuma de suas descobertas e softwares hackers para o desbloqueio do Playstation 3. Caso não seja cumprido o acordo, Hotz terá que pagar uma multa de US$ 10 mil. À Wired, Hotz disse que não poderia comentar o assunto por causa do acordo, mas afirmou que o considera uma afronta à liberdade e um tipo de censura. Nos últimos três meses, a Sony conseguiu retirar do site de Hotz todos os arquivos relacionados ao desbloqueio do videogame e conseguiu também intimações judiciais para derrubar suas contas em redes sociais, temendo que a informação pudesse vazar. LH
Sony faz acordo com hacker do Playstation 3
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George Hotz conseguiu, em janeiro, desbloquear o aparelho. A companhia japonesa entrou com uma ação contra ele, mas temendo a má publicidade acabou fechando um acordo secreto
Redação Época

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